O Encontro na Madrugada
Acordei às 4 horas da manhã, fui à cozinha e bebi água. Em seguida, caminhei até a sala, ajoelhei-me no tapete e orei. Sentia uma profunda carência de Deus. Desejei a Sua amizade. Desejei que Ele estivesse ao meu lado para conversarmos por um longo tempo. A madrugada fria e silenciosa convidava para um bom bate-papo. Foi o que aconteceu.
Voltei para a cama e encontrei meu filho de 3 anos. Ele dormia como um anjinho. Deitei-me e percebi seu pequeno braço em meu pescoço. Abracei-o carinhosamente. Imaginei, também, o abraço de Deus.
Meus braços transmitiam amor, carinho e um terno sentimento de proteção naquele silencioso momento de paz. Entreguei-me de corpo e alma. Encostei meu pequeno príncipe no peito. Vivi um sentimento ímpar e um momento mágico.
Quando me levantei para a lida diária após um sono leve, antes de sair de casa, admirei o rostinho do meu anjo. Ele dormia tranquilamente. Lembrei-me de suas travessuras com um sorriso contido. Disse para mim mesmo: "Filho, como te amo!".
Foi confortador imaginar o mesmo apreço de Deus por mim.