08 setembro 2026

Orar pelo Brasil

 

Há quatro anos, paira um sentimento de tristeza e angústia com a política nacional. Os acontecimentos desse período abalaram a confiança nas instituições que deveriam garantir a justiça, a segurança jurídica e a estabilidade do país. As denúncias de corrupção em instituições públicas, a presença da mentira no discurso das autoridades responsáveis pela transparência, os conflitos entre governantes e instituições contribuíram para um ambiente de insegurança e desconfiança.

São Paulo advertiu que, nos últimos dias, surgiriam homens cruéis, traiçoeiros, amantes do dinheiro e mentirosos. Essa passagem convida à reflexão sobre o tempo presente e sobre a responsabilidade moral de quem exerce o poder. O uso da força estatal contra adversários políticos, os julgamentos percebidos como parciais e as condenações consideradas injustas, sobretudo quando acompanhadas de penas desproporcionais, causam temor. Esse cenário revela uma grave crise moral e espiritual.

Editoriais da Gazeta do Povo e da Revista Oeste expressam preocupações semelhantes. Seus autores apontam uma crise de credibilidade institucional e criticam decisões do Judiciário em processos de grande repercussão política. Também sustentam que alguns julgamentos podem comprometer a percepção de imparcialidade e alimentar, em determinado grupo político, a sensação de perseguição. O cidadão comum acompanha esse cenário com perplexidade.

O desequilíbrio entre os Poderes intensifica a crise. Críticos do presidente do Senado consideram omissa sua atuação diante desses conflitos institucionais. Ao mesmo tempo, o presidente da República enfrenta forte rejeição de parcela expressiva da população, que o acusa de mentir e de envolvimento em corrupção. Em declaração feita anos atrás, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que o país vivia sob uma cleptocracia. As manifestações públicas revelam um país marcado por profunda desconfiança nas autoridades dos três Poderes da República.

Esse cenário exige reflexão, responsabilidade e mudança. Por isso, oro diariamente pelo Brasil até as próximas eleições. Peço a misericórdia de Deus pelos brasileiros e clamo por justiça, paz e sabedoria para o povo deste país.

Creio que a esperança ganhará força nas urnas. Cada cidadão tem o dever de escolher representantes de caráter, conduta ilibada e preparo para servir ao bem comum. O futuro da nação exige fé, responsabilidade e ação.

Acredito que o Brasil superará este período sombrio com coragem. Para isso, precisamos lutar pela liberdade e exigir que todos os Poderes atuem dentro dos limites da Constituição. A bravura e a união dos brasileiros serão essenciais para reconstruir a confiança no país e livrá-lo de práticas e de grupos que subordinam o interesse público a interesses particulares.